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LETRA
Impossíveis Hey Anh São 10 e 50 E a cabeça arrebenta por todos os lados Eu tenho o que queria Mas a minha vida nem chega perto do que eu tinha sonhado Porque para ganhar, perdi E para sorrir, chorei Fama nunca a pedi E nunca a procurei... Eu vi na caneta uma fuga para a minha verdade Vi no caderno a esperança de vida Vivi o inferno com um pai agarrado E uma mãe numa cura com mais uma cria Pensei que a vida não sorria Que nenhuma porta se abriria E hoje olhando para a minha vida Dizem-me: Já chega, já chega, já chega... E quando te disserem que a fama te cega Vai por mim acredita É como dizerem que a morte é certa Que é o mais certo nesta vida E eu provei do veneno que em pequeno não queria Hoje vivo da luz que me conduz que me alimenta e que me ilumina E eu que dizia que esse brilho Em mim nunca pegaria Virei um menino prodígio da tuga Com a cara no mundo da bijutaria Vi-me a gastar vinte mil num fio que nem precisava Hoje tenho um palácio, 2 ou 3 carros e não era o que ambicionava Meu tropa eu só queria um prato Meu tropa eu só queria um teto Por isso transmite humildade Com gana tudo se consegue Música não é só vibe, tem cuidado com o que escreves Hoje ouço: 'Pirukinha vai', dez mil pessoas aos berros Desde puto que vi os meus pais em caminhos que não deviam Quando tu sobes é fácil cair, mas muitos nunca subiram Quando dizia que um dia seria Eu digo-te muitos se riram E os que se riram no dia em que eu disse o que disse Disseram que era impossível Na vida não há impossíveis Se queres trabalha para um dia ter Não falha quem não luta E quem não luta não vence Do pouco eu fiz muito E ainda há tanto a fazer Na vida não há impossíveis Se queres trabalha para um dia ter Não falha quem não luta E quem não luta não vence Do pouco eu fiz muito E ainda há tanto a fazer Nós somos iguais, tudo carne e osso Ninguém é mais que ninguém Mas uns trabalham e outros trabalham para o bronze Vivem com a guita da mãe Enquanto uns se matam, outros só matam os pombos No meio da merda tens tudo, és o rei Parado no bairro a vender uns contos Como tive na merda, eu falo do que sei (Uh) Mas eu para lá não volto Sim, venho do bairro e ser bairrista é o meu rótulo Sei a mensagem que trago Tenho água benta no copo Mas muito m'olha de lado por ter tinta no corpo Por vezes penso que sou o louco No meio de tanta sanidade Sinto que tenho o diabo na esquerda Mas Deus pesa do outro lado Sempre que o azar me espreita Penso quando a cabeça se deita Hoje em dia sou legal E construí o meu legado Yau Na vida não há impossíveis Se queres trabalha para um dia ter Não falha quem não luta E quem não luta não vence Do pouco eu fiz muito E ainda há tanto a fazer Na vida não há impossíveis Se queres trabalha para um dia ter Não falha quem não luta E quem não luta não vence Do pouco eu fiz muito E ainda há tanto a fazer
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